sábado, 28 de abril de 2012

Guilherme Gamer

 Um dos grandes Gamer no brasil, é o Guilherme Gamer.
na minha opnião, esse e um dos melhores. simpleste porque ele tras todo o conteudo do exterior para nosso pais, ele grava videos na internet, progamas como o gamer point, um progama muito bom para quem gosta do assunto recomendo.



Se você não o conhece, deveria. Atualmente, ele é um dos comunicadores da área de games mais prestigiados do Brasil  Carioca (nasceu em São Paulo mas mora no Rio desde sempre), o jornalista de 27 anos se encarrega de atingir, sozinho, um público amplo e diversificado através dos vídeos caseiros que elabora. Produzindo por conta própria desde 2009, Guilherme Gamer (ou Guedes, oficialmente) acumula números absurdos para os padrões nacionais – são seis milhões de visualizações (alguns vídeos ultrapassam 100 mil views), 35 mil inscritos no canal de YouTube, mais de 20 mil seguidores no Twitter.

Na entrevista a seguir, Guilherme Gamer divagou sobre os diferentes tipos de público, deu dicas para iniciantes, discutiu polêmicas, distribuiu elogios (e alfinetadas) e opinou sobre o mercado nacional. Leia até o fim, passe para frente e comente no final.
...

Gamer.br: Vamos começar do começo. Como se iniciou sua carreira de jornalista de games?
Guilherme Gamer:
 Eu, antes de tudo comecei como jornalista “basicão”. Daí pra chegar ao raciocínio lógico de unir a minha paixão pessoal com a paixão profissional foi meio óbvio. Os primeiros passos foram fazendo vídeos comentados contendo gameplays de jogos na internet, no blog Consoles e Jogos Brasil. A partir disso, veio uma aceitação razoável do público e esse foi um grande incentivo – e é até hoje. Eu digo que comecei de uma maneira diferente da maioria que eu conheço. Não tive um estágio em uma revista, por exemplo. Foi muita ralação e aprendi tudo “na marra”.
Você quer dizer, fazendo sozinho? Quais foram suas inspirações então?
GG:
 Minha inspiração básica mesmo veio de mim mesmo. Dos meus gostos. Tudo que fiz no jornalismo gamer até hoje veio das coisas que eu assistia, lia, consumia. Claro que não descarto fazer algo rotineiro, como escrever análises para uma revista, por exemplo. Mas em tudo que faço procuro dar meu toque pessoal. Deixar a minha presença marcada ali. Não gosto de fazer mais do mesmo. Mesmo tendo inspirações também em sites e programas estrangeiros, procuro dar a minha cara em tudo que faço e não seguir um roteiro padrão.
Na prática, quando você teve certeza de que seu negócio seria falar de games? Houve esse “momento” definidor?
GG:
 Eu tive a certeza que era isso que eu queria a partir do momento em que vi que as pessoas estavam gostando do meu trabalho. O feedback me fez pensar: “Ei! Que tal se eu fizesse disso não apenas meu hobby, mas também minha profissão?” O jornalismo em si eu sempre gostei, tanto que fiz faculdade. Eu costumo dizer que eu tinha mesmo que ser jornalista gamer, pois não escolhi isso apenas. Isso me escolheu, entende? Então esse momento especial foi ao longo dos primeiros meses, dos primeiros vídeos, do processo da minha aprendizagem, tentativas, erros e acertos.
Você nasceu nos anos 80 (tem 27 anos), cresceu em um momento em que os games começavam a alcançar popularidade e se acostumou com a internet desde cedo. Um diferencial de seu trabalho é a maneira de utilizar os novos recursos tecnológicos em seu favor – no caso, vídeos e fóruns de internet – para alcançar o público. Quão importante é compreender bem essas ferramentas na manutenção do trabalho? Você acha que é obrigatório hoje em dia saber lidar com as “novas” ferramentas, ou ainda haveria espaço para o jornalismo “antigo”, tradicional?
GG: 
Eu acredito que há lugar para todos os bons jornalistas, mas os que não acompanham as tendências têm menos chances de se manter firme no mercado. Eu comecei com isso no meu DNA. Eu faço parte disso, eu respiro essas “novas” ferramentas. Coloco entre aspas, pois algumas já podem até serem consideradas velhas. Eu acredito que o ideal é o ponto de equilíbrio entre modernidade e tradicionalismo. Uma revista que eu acho bacana sabe se comunicar através das suas preciosas folhas de papel, mas também dialoga com seu público em outros meios.
Como você descobriu o formato ideal para atingir o seu público? E mais, o que você acha, por experiência, que mais atrai o público no seu trabalho?
GG:
 Eu acredito que ainda não descobri. Acho isso fundamental: buscar sempre melhorar e evoluir. Nunca ficar 100% satisfeito. Tenho sempre essa inquietação em mim. Mas, ao longo deste tempo que tenho produzido conteúdo, descobri, claro, algumas coisas que funcionam. O que mais atrai a galera que curte meu trabalho são dinamismo, descontração, a proximidade com eles. Isso é fundamental. Essa comunicação com o público. Quem usa uma conta no Twitter para apenas divulgar seu trabalho, não se comunica. Pelo contrário: se utiliza de uma ferramenta nova de uma maneira antiga.
Falando de maneira prática – quando você notou que havia um público cativo e muito dedicado ao seu trabalho? Notar que a coisa “deu certo” mudou alguma coisa em sua maneira de fazer?
GG:
 Eu notei que havia essa galera que curte meu trabalho mesmo quando chegou o dia que eu estava passando mais tempo respondendo mensagens que propriamente fazendo os vídeos. A partir disso, minha dedicação ao trabalho aumentou demais. Investi tempo, dinheiro, tudo. Deixei de lado outros trabalhos para investir 100% nisso.

Mas a mudança foi apenas mesmo na dedicação. Procuro não fazer um trabalho voltado especificamente pensando na aceitação do público. Se aceitarem, ótimo. Fico muito feliz. Mas acho fundamental continuar mantendo a essência da diversão no que eu faço, sabe? Acredito que, com isso se tornando cada vez mais profissional, acabe sendo mais difícil, mas vou sempre tentar manter.
Como todo mundo que está em evidência, você obviamente sofre críticas – seja de parte do público que não o segue, seja por colegas da imprensa. Como lida com elas?
GG:
 Primeiramente, por parte do público: sou muito feliz e agradecido ao público que consome meu trabalho. Raramente recebo uma crítica puramente destrutiva, sabe? Em sua maioria as críticas são construtivas, tentando me ajudar a crescer e sou muito grato a elas, muito mesmo. Tanto quanto aos elogios. Já por parte de colegas de imprensa, eu não sei dizer exatamente como lido, pois nunca chegou a mim diretamente. Eu sei que existem conversas entre outros jornalistas falando de maneira negativa sobre o meu trabalho e, de coração, gostaria de saber exatamente o que falam. Acredito que seja um preconceito por eu vir de um meio onde pessoas sem talento algum podem e às vezes conseguem se destacar, mas gostaria de um voto de confiança.

Felizmente, alguns colegas estão dando este voto. O maior exemplo disso é o Luciano Amaral, da PlayTV. Ele acreditou no meu trabalho e potencial desde o início e foi fator fundamental para minha ida para a PlayTV. Outro é você que está me abrindo as portas aqui do seu blog com esta entrevista. Lucas Patrício é outro que me disse palavras muito bacanas, e outros, como o Pablo e Cláudio, do UOL. Mas a resistência comigo ainda acredito ser grande, mas vou tentar provar para eles que, pelo menos, vou continuar fazendo meu trabalho da melhor maneira possível e com ética e respeito.


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